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Ozonioterapia emagrece? O que a evidência mostra?
A ozonioterapia não emagrece — e não há evidência clínica de qualidade de que provoque perda de peso. Não existe ensaio clínico randomizado de ozônio para emagrecimento publicado em base indexada (PubMed/Cochrane). O que a literatura indexada mostra são efeitos do ozônio sobre o metabolismo oxidativo e a inflamação em outras condições (pé diabético, esclerose múltipla, modelos pré-clínicos), o que dá plausibilidade biológica — não prova de eficácia para emagrecer. O único estudo de obesidade como adjuvante (Ashem & Nagib, 2018) é pequeno e publicado em periódico não indexado.
O mecanismo é a melhora do metabolismo mitocondrial e redução da inflamação no tecido adiposo. Aplicações mais eficazes para emagrecimento: via retal e paravertebral (PaO). Melhor resultado quando combinada com dieta, exercício e outros tratamentos corporais — nunca como tratamento único para emagrecimento.
- Não há RCT indexado de ozônio para emagrecimento; o único estudo de obesidade (Ashem & Nagib, 2018, n=40, não indexado) sugeriu IMC menor como adjuvante à dieta — dado isolado e de baixa confiabilidade
- Não há ensaio controlado confirmando redução de circunferência abdominal por ozonioterapia sistêmica para fim de emagrecimento
- Efeitos do ozônio sobre marcadores oxidativos/inflamatórios foram descritos em pé diabético (Martínez-Sánchez, 2005) e esclerose múltipla (Delgado-Roche, 2017) — não em coortes de emagrecimento
- Mecanismo principal: ativação do NRF2, modulação da inflamação sistêmica e melhora da função mitocondrial
- Evidência para emagrecimento: baixa a muito baixa; o uso é, no máximo, adjuvante experimental a dieta, exercício e acompanhamento médico/nutricional
1. Introdução e Racional Clínico
A obesidade é doença crônica multifatorial, com prevalência de 22,4% da população adulta brasileira (Vigitel 2023). A abordagem padrão envolve déficit calórico, atividade física, suporte comportamental e, em casos selecionados, farmacoterapia (GLP-1, naltrexona-bupropiona) ou cirurgia bariátrica. Apesar disso, a aderência a dieta isolada é baixa (taxa de recidiva >50% em 12 meses) e há demanda crescente por terapias adjuvantes baseadas em evidência.
A ozonioterapia — aplicação medicinal da mistura gasosa O₂/O₃ — foi regulamentada no Brasil pelo CFM (Resolução 2.181/2018) e pelo COFEN (Resolução 567/2018). Originalmente indicada para hérnia discal, úlceras crônicas e infecções, a literatura recente investiga seu papel como modulador metabólico em sobrepeso, obesidade grau I-II, síndrome metabólica e diabetes tipo 2.
Esta revisão reúne e contextualiza, com transparência, a evidência disponível sobre o ozônio em desfechos metabólicos — distinguindo o que é mecanismo bem descrito (biologia redox), o que vem de condições não relacionadas a emagrecimento (pé diabético, esclerose múltipla, modelos animais) e o que é apenas relato preliminar não indexado. A conclusão antecipada: não há, hoje, evidência robusta de que a ozonioterapia emagreça.
2. Estado da Evidência
As fontes disponíveis se dividem em:
- Mecanismo (literatura indexada, robusta): revisões e estudos sobre a biologia redox do ozônio — ativação do NRF2, modulação da inflamação, função mitocondrial (Bocci, Sagai, Smith, Re). Sustentam plausibilidade, não eficácia clínica para peso.
- Efeitos em outras condições (indexada, indireta): estudos de ozônio em pé diabético (Martínez-Sánchez, 2005) e esclerose múltipla (Delgado-Roche, 2017), além de modelos pré-clínicos em animais (El-Sawalhi, 2013; Sancak, 2016). Mostram efeitos metabólicos/antioxidantes, mas não são estudos de emagrecimento.
- Relato preliminar (não indexado, frágil): um pequeno estudo de obesidade (Ashem & Nagib, 2018) e revisões integrativas brasileiras não indexadas. Baixa confiabilidade.
3. Mecanismo Metabólico: Por Que o Ozônio Influencia o Peso?
O ozônio (O₃), em concentrações terapêuticas (10–80 µg/mL), age como indutor controlado de estresse oxidativo. Esse estímulo agudo e dosado dispara respostas adaptativas celulares que paradoxalmente melhoram a defesa antioxidante, reduzem inflamação crônica e otimizam a função mitocondrial — três pilares centrais na fisiopatologia da obesidade e síndrome metabólica.
Eixo NRF2/Keap1 — A Via Central
O ozônio reage com lipídios plasmáticos formando peróxidos de hidrogênio (H₂O₂) e produtos de oxidação lipídica (LOPs). Esses mediadores ativam o fator de transcrição NRF2, que migra para o núcleo e induz expressão de enzimas antioxidantes endógenas: superóxido dismutase (SOD), catalase, glutationa peroxidase (GPx) e heme oxigenase-1 (HO-1). Em obesos, essas enzimas estão cronicamente depletadas — restaurá-las reduz o estresse oxidativo basal que perpetua a resistência à insulina (Sagai & Bocci, 2011; Delgado-Roche et al., 2017).
Modulação da Inflamação Sistêmica
A obesidade é estado inflamatório crônico de baixo grau, com elevação de TNF-α, IL-6, PCR e leptina. O ozônio modula a via NF-κB, reduzindo a transcrição dessas citocinas pró-inflamatórias e aumentando IL-10 anti-inflamatória. Isso quebra o ciclo inflamação-resistência insulínica-acúmulo de gordura visceral (Bocci et al., 2009).
Função Mitocondrial e Oxidação de Ácidos Graxos
O ozônio aumenta a 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) eritrocitário, melhorando a entrega de oxigênio aos tecidos. Em conjunto com a indução de PGC-1α (biogênese mitocondrial), há aumento da β-oxidação de ácidos graxos, ou seja: mais gordura é efetivamente queimada como combustível em vez de armazenada.
Efeito Lipolítico Direto (Subcutâneo)
Quando aplicado por via subcutânea sobre tecido adiposo, o ozônio rompe membranas adipocitárias por peroxidação lipídica, liberando triglicerídeos para metabolização hepática e excreção biliar. Esse mecanismo é a base do uso em gordura localizada (ver artigo complementar: Ozonioterapia e Gordura Localizada).
4. Evidência Clínica: O Que Mostram os Estudos
A tabela abaixo descreve, com honestidade, o que cada estudo citado realmente investigou — e não desfechos de emagrecimento que esses estudos não mediram. Note que nenhum deles é um ensaio de perda de peso:
| Estudo (Ano) | O que de fato investigou | Achado real | Relevância p/ emagrecimento |
|---|---|---|---|
| Ashem & Nagib (2018) (não indexado) | Obesos grau II: ozônio retal + dieta vs dieta | Relatou IMC menor no grupo com ozônio | Direta, porém frágil (n pequeno, não indexado) |
| Martínez-Sánchez et al. (2005) | Pé diabético (RCT) | Melhora de cicatrização e marcadores oxidativos | Indireta (mecanismo metabólico/oxidativo) |
| Delgado-Roche et al. (2017) | Esclerose múltipla | ↑NRF2, ↓estresse oxidativo e citocinas | Indireta (anti-inflamatório/antioxidante) |
| Sagai & Bocci (2011); Bocci (2009); Re (2008) | Revisões de mecanismo do ozônio | Hormese, estresse oxidativo brando, defesa antioxidante | Mecanismo (não eficácia clínica) |
| El-Sawalhi et al. (2013) (pré-clínico) | Coração e hipocampo de ratos | ↓marcadores de envelhecimento oxidativo | Pré-clínico; não humano, não emagrecimento |
| Sancak et al. (2016) (pré-clínico) | Isquemia-reperfusão renal (modelo experimental) | Proteção por pré-condicionamento ozonizado | Pré-clínico; não relacionado a emagrecimento |
Estudo Pivotal — Ashem & Nagib (2018)
Evidência Baixa (estudo pequeno, não indexado) — Único estudo dedicado ao desfecho de peso. 40 obesos grau II divididos em dieta hipocalórica isolada vs dieta + ozonioterapia retal. O grupo com ozônio relatou maior redução de IMC e de circunferência abdominal. Cautela: por ser publicado em periódico não indexado (Med J Cairo Univ), com amostra pequena e seguimento curto, esses números não podem ser confirmados de forma independente e têm baixa confiabilidade.
Estudo em Pé Diabético — Martínez-Sánchez et al. (2005)
Evidência Indexada (condição diferente) — RCT em pacientes com pé diabético comparando ozonioterapia ao tratamento antibiótico convencional. O grupo ozônio apresentou melhora da cicatrização e dos marcadores de estresse oxidativo (↓MDA, ↑SOD), além de melhor controle glicêmico. Atenção: é um estudo de pé diabético, não de emagrecimento — demonstra efeitos metabólicos/antioxidantes do ozônio, mas não eficácia para perda de peso.
Esclerose Múltipla — Delgado-Roche et al. (2017)
Evidência Indexada (condição diferente) — Estudo em pacientes com esclerose múltipla mostrando que o ozônio medicinal promove a fosforilação do NRF2, reduzindo o estresse oxidativo e citocinas pró-inflamatórias. Atenção: este trabalho é sobre esclerose múltipla, não síndrome metabólica nem emagrecimento. Ele sustenta o mecanismo anti-inflamatório/antioxidante do ozônio — que apenas hipoteticamente poderia beneficiar a obesidade — mas não mediu peso, IMC nem HOMA-IR em obesos.
5. Por Que Não É Possível Uma Síntese Quantitativa
Não é possível produzir uma meta-análise — nem mesmo uma síntese quantitativa confiável — sobre ozonioterapia para emagrecimento, por três razões:
- Ausência de ensaios de peso: os estudos indexados disponíveis investigaram outras condições (pé diabético, esclerose múltipla) ou são pré-clínicos (ratos), e não mediram perda de peso de forma comparável.
- Única fonte direta é frágil: o único estudo de obesidade (Ashem & Nagib, 2018) não é indexado, tem amostra pequena e não pode ser verificado de forma independente.
- Heterogeneidade: concentrações (15–60 µg/mL), vias (retal, PaO, subcutâneo) e número de sessões variam demais entre os relatos.
O que se pode afirmar com honestidade: o ozônio tem efeitos metabólicos e antioxidantes plausíveis e bem descritos em nível de mecanismo, mas a eficácia para emagrecimento permanece não comprovada. Qualquer benefício sobre peso, se existir, é provavelmente pequeno e dependente de dieta e atividade física associadas.
"A ozonioterapia não é alternativa nem atalho para a dieta hipocalórica e o exercício. No melhor cenário, é um coadjuvante experimental, apoiado em mecanismo plausível — não em evidência clínica robusta de perda de peso. Pacientes devem ser informados de que não há ensaio randomizado que comprove emagrecimento por ozônio." — Síntese desta revisão
6. Protocolos Sistêmicos Descritos (Caráter Metabólico, Não de Emagrecimento)
Importante: como exposto nas seções anteriores, não há evidência de que a ozonioterapia emagreça e não existe RCT indexado de perda de peso. Os parâmetros abaixo descrevem como as vias sistêmicas são empregadas para efeito metabólico em geral — não constituem um protocolo de emagrecimento de eficácia comprovada e só fariam sentido, se tanto, como adjuvante experimental a dieta, exercício e acompanhamento médico/nutricional.
6.1 Insuflação Retal
- Concentração: 20–40 µg/mL
- Volume: 100–300 mL de mistura O₂/O₃
- Frequência: 2–3x/semana
- Duração: 15–20 sessões (5–7 semanas)
- Vantagem: não invasiva, distribuição via porta-hepática, ação direta sobre microbiota
6.2 Pequena Auto-Hemoterapia Ozonizada (PaO)
- Concentração: 20–30 µg/mL
- Volume: 5–10 mL de sangue periférico ozonizado, reinjetado intramuscular
- Frequência: 1–2x/semana
- Duração: 10–20 sessões
- Vantagem: resposta sistêmica intensa, ideal em síndrome metabólica
6.3 Protocolo Combinado (clínica)
Em prática clínica integrada ao manejo da obesidade, costuma-se combinar:
- Via sistêmica (retal ou PaO) — 2x/semana × 8–12 semanas
- Via subcutânea focal sobre adiposidade localizada — 1x/semana × 10 sessões
- Suporte nutricional — déficit calórico de 500 kcal/dia, alta proteína
- Atividade física — aeróbico ≥150 min/sem + força 2x/sem
7. Segurança e Contraindicações
Em concentrações terapêuticas (10–80 µg/mL), a ozonioterapia apresenta perfil de segurança favorável, com taxa de eventos adversos graves <0,01% em séries de >300.000 sessões (Re et al., 2008; Bocci, 2011).
Eventos Adversos Possíveis
- Desconforto local na via retal (transitório)
- Cefaleia leve (1–3% das sessões iniciais)
- Sensação de "queimação" no local da injeção subcutânea
- Crise de Herxheimer (raro): mal-estar autolimitado pela liberação de mediadores
Contraindicações Absolutas
- Deficiência de G6PD (favismo) — risco de hemólise
- Hipertireoidismo descompensado — risco de tempestade tireoidiana
- Gestação — ausência de dados de segurança
- Trombocitopenia grave (<50.000 plaquetas)
- Sangramento ativo, anticoagulação plena
- Alergia documentada ao ozônio
- Infarto agudo do miocárdio recente (<3 meses)
Contraindicações Relativas
- Doença pulmonar obstrutiva grave (cuidado com via inalatória — proibida em humanos)
- Anemia ferropriva grave
- Idade >75 anos (avaliar caso a caso)
8. Limitações da Evidência Atual
Apesar de mecanismo biologicamente plausível, a evidência apresenta limitações importantes que precisam ser declaradas honestamente:
- Poucos RCTs grandes: a maioria dos estudos tem n < 100 e duração curta (8–12 semanas)
- Heterogeneidade de protocolos: concentrações (15–60 µg/mL), vias (retal, PaO, subcutâneo) e número de sessões (10–30) variam substancialmente, impedindo meta-análise robusta
- Falta de seguimento longo: <10% dos estudos avaliam manutenção do efeito após 6 meses
- Risco de viés: dificuldade de cegamento (sensação local da aplicação), poucos placebos rigorosos
- Concentração brasileira: grande parte das publicações são de revistas latino-americanas com fator de impacto baixo
- Confusão com "exposição ambiental ao ozônio": literatura toxicológica de poluição (efeito oposto e prejudicial) frequentemente conflita com a clínica
Conclusão: a ozonioterapia não é um tratamento de emagrecimento baseado em evidência robusta. No máximo, pode ser considerada adjuvante experimental em contextos selecionados — a evidência atual não atinge nível 1A (revisões sistemáticas com meta-análise de RCTs grandes), e ensaios randomizados de maior porte são necessários antes de qualquer recomendação. O emagrecimento depende de acompanhamento médico/nutricional e de mudança de estilo de vida.
9. Conclusão e Recomendações Práticas
Com base na síntese desta revisão, a ozonioterapia pode ser considerada como terapia adjuvante ao tratamento padrão da obesidade grau I-II e síndrome metabólica em populações selecionadas, sob as seguintes recomendações:
| Cenário clínico | Recomendação | Protocolo sugerido |
|---|---|---|
| Sobrepeso (IMC 25–29,9) com gordura visceral | Adjuvante razoável | PaO 1x/sem × 10 sessões + dieta + atividade |
| Obesidade grau I (IMC 30–34,9) | Considerar | Retal 2x/sem × 15–20 sessões + plano metabólico |
| Obesidade grau I + síndrome metabólica | Adjuvante experimental (evidência insuficiente) | PaO 2x/sem × 20 sessões |
| Obesidade grau II (IMC 35–39,9) | Adjuvante a farmacoterapia/cirurgia | Combinado (sistêmico + subcutâneo) |
| Obesidade grau III (IMC ≥40) | Não recomendado isoladamente | Encaminhar para cirurgia bariátrica |
| Pós-bariátrica com gordura residual localizada | Adjuvante experimental (evidência insuficiente) | Subcutâneo focal — ver artigo gordura localizada |
Mensagens-Chave
- Ozonioterapia não substitui dieta hipocalórica e atividade física
- Não há ensaio randomizado que comprove perda de peso por ozonioterapia; o efeito sobre o peso, se existir, é incerto e provavelmente pequeno
- Efeitos do ozônio sobre marcadores metabólicos foram descritos em outras condições (pé diabético, esclerose múltipla), não em coortes de emagrecimento
- Eventual papel seria apenas adjuvante experimental, sempre associado a dieta, exercício e acompanhamento profissional
- Sempre prescrita por profissional habilitado (CFM 2181/2018, COFEN 567/2018)
Cada paciente tem um perfil metabólico distinto. Agende uma avaliação para entender se a ozonioterapia é indicada no seu caso, com triagem laboratorial e protocolo individualizado.
Perguntas Adicionais
Qual a melhor tecnologia para gordura localizada?
Para gordura média/grande sem flacidez: criolipólise (20-25% redução por sessão). Para gordura + flacidez: endolaser ou HIFU corporal. Para áreas pequenas: enzimas.
Drenagem linfática é necessária após procedimentos corporais?
Sim, em geral. Acelera resolução do edema em 30-40% e melhora resultado final. Timing varia por tecnologia (24h-7d).
Posso combinar criolipólise com enzimas?
Sim — protocolo combinado em sessões sequenciais. Criolipólise para volume, enzimas para áreas pinçáveis remanescentes.
Referências Científicas
- Ashem HN, Nagib RM. Ozone Therapy as an Adjunctive Modality for Weight Reduction in Grade II Adult Obese Subjects. Med J Cairo Univ. 2018;86(7):3849-3855. Semantic Scholar
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- Borges GA, et al. Efeitos da ozonioterapia no tratamento de adiposidades: revisão integrativa. Glob Acad Nurs J. 2022;3(2):e254. GAN Journal
- Bocci V. Ozone: A New Medical Drug. 2nd ed. Springer; 2011. ISBN 978-90-481-9233-5. Livro de referência clássico em ozonioterapia médica.
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.181/2018 — Reconhece a ozonioterapia como prática médica complementar. CFM 2181/2018

Evidência Atualizada (2019-2024)
Meta-análises, RCTs e revisões sistemáticas recentes que reforçam ou complementam as referências originais deste artigo:
- Wang X. Emerging roles of ozone in skin diseases. Zhong Nan Da Xue Xue Bao Yi Xue Ban (J Cent South Univ Med Sci). 2018;43(2):114-123. PMID 29559592