
Índice do Artigo
- Introdução
- Fisiopatologia da GSM
- Por que buscar opções não-hormonais
- Hidratantes e lubrificantes
- Ácido hialurônico intravaginal
- Laser de CO2 fracionado e o alerta FDA
- Radiofrequência vaginal
- Probióticos vaginais
- Comparativo por nível de evidência
- Quando encaminhar ao ginecologista
- Limitações da evidência
- Perguntas frequentes
- Conclusão
Existem opções não-hormonais eficazes para o ressecamento vaginal na menopausa?
Sim, mas com níveis de evidência bem diferentes entre si. Hidratantes vaginais de longa ação e lubrificantes são a primeira linha para sintomas leves, segundo a posição oficial da NAMS (2020), que reserva estrogênio vaginal de baixa dose, DHEA vaginal e ospemifeno para GSM moderada a severa.[3] O ácido hialurônico intravaginal foi avaliado em um ensaio piloto de 2024: não houve diferença detectada no escore VSQ em 12 semanas, sem comprovação de equivalência ao estrogênio vaginal.[9]
Para laser de CO2, Er:YAG e radiofrequência, a diretriz AUA/SUFU/AUGS de 2025 informa que a evidência não sustenta o uso para os desfechos de GSM avaliados. O CO2 pode ser discutido em situações selecionadas, com esclarecimento de seu caráter experimental fora de ensaios.[13] A comunicação da FDA de 2018 é um alerta histórico de segurança; não demonstra autorização brasileira ou segurança de qualquer aparelho específico.[4]
- NAMS (2020): hidratantes/lubrificantes não-hormonais são primeira linha para sintomas leves de GSM; estrogênio vaginal de baixa dose, DHEA vaginal e ospemifeno ficam reservados à GSM moderada a severa[3]
- Ácido hialurônico intravaginal: RCT piloto 2024 (n=49 randomizadas, 45 avaliadas) sem diferença estatística vs. estrogênio vaginal no escore de sintomas em 12 semanas[9]
- Laser CO2 fracionado: RCT vs. estriol (n=45) com melhora de dispareunia e ardência, porém piora do domínio dor do FSFI (p=0,04)[5]; RCT de três braços vs. promestriene e lubrificante (n=72) com melhor Índice de Saúde Vaginal para o laser, mas sem diferença no FSFI total[6]; metanálise 2023 (7 RCTs, 407 mulheres) mostra laser e sham sem diferença significativa na maioria dos parâmetros, o que não comprova equivalência[8]
- FDA (30/07/2018): alerta de segurança — nenhum dispositivo de energia (laser/RF) aprovado para "rejuvenescimento vaginal"; relatos de queimaduras, cicatrizes, dor durante relação e dor crônica, com notificações a sete fabricantes sobre alegações de comercialização[4]
- Radiofrequência vaginal: evidência ainda mais limitada que o laser — em uma revisão sistemática de 49 estudos sobre métodos físicos, apenas 2 eram de radiofrequência[10]
- Produtos de higiene com Lactobacillus: estudo piloto em mulheres saudáveis, sem demonstração de eficácia para todas as formulações ou para probióticos orais[11]
1. Introdução: Um Sintoma Comum, Subdiagnosticado e Subtratado
O ressecamento vaginal é um dos sintomas mais prevalentes — e menos discutidos — da menopausa. Diferentemente dos fogachos, que tendem a diminuir com o tempo, os sintomas geniturinários da menopausa costumam ser progressivos e crônicos, piorando na ausência de tratamento. Ainda assim, a maioria das mulheres não relata o sintoma espontaneamente ao médico, seja por constrangimento, por acreditar que "faz parte de envelhecer", seja por desconhecer que existem opções de manejo — inclusive não-hormonais.
Em 2014, a International Society for the Study of Women's Sexual Health e a North American Menopause Society (NAMS) propuseram o termo síndrome geniturinária da menopausa (GSM) para substituir a expressão mais antiga "atrofia vulvovaginal" — um termo considerado mais preciso, abrangente (incluindo sintomas urinários) e menos estigmatizante para uso clínico e educacional.[1]
Este artigo revisa a fisiopatologia da GSM e, com foco específico, as opções de manejo não-hormonais — hidratantes, lubrificantes, ácido hialurônico intravaginal, laser de CO2 fracionado, radiofrequência vaginal e probióticos — com atenção redobrada à honestidade científica sobre o que cada tecnologia realmente comprova, incluindo o alerta de segurança da FDA de 2018 sobre dispositivos de energia para "rejuvenescimento vaginal".
2. Fisiopatologia da GSM: O Que a Queda de Estrogênio Faz ao Tecido Vaginal

Fundamentos fisiopatológicos — O epitélio vaginal e vulvar é altamente sensível a estrogênio. Com a queda hormonal da menopausa (natural, cirúrgica ou induzida por tratamento oncológico), ocorre uma cascata de alterações estruturais e funcionais bem documentadas na literatura[2]:
- Adelgaçamento do epitélio vaginal: redução do número de camadas celulares e perda das células superficiais ricas em glicogênio
- Redução de colágeno e elastina: perda de espessura e elasticidade do tecido conjuntivo, com achatamento das pregas (rugosidade) vaginais
- Diminuição da vascularização: menor fluxo sanguíneo local, reduzindo a lubrificação natural durante a excitação sexual
- Alteração do microbioma vaginal: menos glicogênio disponível para os lactobacilos, elevação do pH vaginal (de ~3,5-4,5 para >5), e maior suscetibilidade a infecções urinárias recorrentes
- Sintomas urinários associados: urgência, disúria e infecções urinárias de repetição, pela sensibilidade estrogênica compartilhada entre vagina, uretra e bexiga
Estimativas de prevalência indicam que a GSM afete de 27% a 84% das mulheres na pós-menopausa, conforme a síntese NAMS de 2020[3], e a síndrome segue subdiagnosticada e subtratada.[3] Poucas mulheres relatam espontaneamente, e poucos profissionais perguntam ativamente na consulta de rotina.

3. Por Que Buscar Opções Não-Hormonais
Entre as opções farmacológicas discutidas nas diretrizes estão o estrogênio vaginal, a DHEA vaginal (prasterona) e o ospemifeno oral. O ospemifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio, não uma formulação de estrogênio. Essas opções têm características próprias e não devem ser agrupadas como produtos intercambiáveis.[3] No entanto, uma parcela relevante de mulheres não pode ou não deseja utilizar essas opções:
- Histórico oncológico: exige avaliação individual, considerando tumor, tratamento em curso e resposta às medidas não-hormonais. Não significa proibição automática de todo estrogênio vaginal em baixa dose; a ACOG admite considerar essa opção após resposta insuficiente às medidas não-hormonais e discussão de riscos e benefícios.[14]
- Preferência pessoal: algumas mulheres preferem, por escolha informada, evitar qualquer exposição hormonal adicional
- Receio ou desinformação: memória de alertas antigos sobre terapia hormonal sistêmica, muitas vezes generalizados de forma imprecisa para a terapia local de baixa dose
- Sintomas leves: nesses casos, medidas não-hormonais de primeira linha costumam ser suficientes, reservando a terapia hormonal para quando a resposta é insuficiente
É nesse espaço — sintomas leves, contraindicação, ou preferência pessoal — que as opções não-hormonais revisadas neste artigo se encaixam, com honestidade sobre a diferença de robustez de evidência entre elas.
4. Hidratantes e Lubrificantes: A Primeira Linha

Posição clínica da NAMS (2020) — A posição oficial da NAMS (2020) é clara: hidratantes vaginais de longa ação, usados regularmente (não apenas antes da relação sexual), e lubrificantes de venda livre usados durante a atividade sexual são a primeira linha de manejo para sintomas leves de GSM, e fornecem alívio suficiente para a maioria das mulheres com sintomas mais brandos. A mesma posição reserva estrogênio vaginal de baixa dose, DHEA vaginal e ospemifeno para GSM moderada a severa — o que torna o encaminhamento ginecológico parte do manejo quando os sintomas ultrapassam a faixa leve.[3]
Recomendação clínica e efeito frente a placebo não são equivalentes. Mitchell e colaboradores randomizaram 302 mulheres com sintomas moderados a intensos; 294 forneceram dados para a análise principal. Em 12 semanas, o hidratante estudado não apresentou vantagem significativa sobre comprimido e gel placebo no sintoma mais incômodo (p=0,31). A população e a formulação delimitam a conclusão; não se trata de prova de ineficácia de todos os hidratantes ou de todos os tratamentos locais.[12]
A escolha precisa considerar tolerabilidade, composição, custo e preferência. Ser não-hormonal não significa ser isento de irritação ou adequado a todas as pessoas. Não há comparação direta suficiente neste artigo para classificar uma categoria inteira como a mais segura em qualquer contexto.
5. Ácido Hialurônico Intravaginal
Ensaio piloto — O ácido hialurônico (AH) pode integrar formulações vaginais não-hormonais. Resultados de óvulos ou géis não devem ser extrapolados para preenchedores injetáveis ou outras apresentações.
Agrawal e colaboradores randomizaram 49 mulheres; 45 forneceram dados em 12 semanas, sendo 23 no grupo estrogênio e 22 no grupo AH. Não houve diferença detectada no escore de sintomas VSQ (p=0,81). O estudo não teve cálculo amostral prévio, não cegou as participantes e analisou quem completou o acompanhamento. Assim, não estabelece equivalência ou não inferioridade.[9]
O financiamento foi da Bonafide Health, e os produtos foram fornecidos sem custo às participantes. O relato não identificou eventos graves relacionados ao tratamento, mas a amostra pequena e o período curto não excluem riscos raros ou tardios. A interpretação deve permanecer vinculada às formulações e à população estudadas.[9]
6. Laser de CO2 Fracionado Vaginal: Evidência Mista e o Alerta da FDA
Evidência Preliminar/Controversa — Os dispositivos de laser de CO2 fracionado intravaginal prometem estimular neocolagênese na mucosa vaginal por meio de micro-lesões térmicas controladas. É, hoje, a tecnologia de energia mais estudada para GSM — mas "mais estudada" não significa "comprovadamente superior". Boa parte da percepção popular de eficácia vem de séries não controladas: um estudo prospectivo de braço único acompanhou 30 mulheres, sem grupo comparador nem cegamento, um desenho que não permite separar efeito do dispositivo de efeito placebo e da história natural.[7]
Dois ensaios clínicos randomizados comparando o laser CO2 fracionado com estrogenoterapia tópica de baixa dose ilustram essa complexidade:
- Um RCT duplo-cego brasileiro (n=45) randomizou mulheres na pós-menopausa em laser CO2 fracionado, estriol tópico ou a combinação dos dois. Todos os braços melhoraram o Índice de Saúde Vaginal; o laser (isolado ou combinado) melhorou dispareunia, ardência e ressecamento, enquanto o estriol isolado melhorou apenas o ressecamento. Em contrapartida, o grupo de laser isolado apresentou piora significativa do domínio dor do FSFI (p=0,04), levando os autores a registrar que a dor relacionada à atividade sexual após o laser "pode ser motivo de preocupação" — um sinal de segurança que ecoa os relatos citados pela FDA em 2018.[5]
- Um RCT de três braços (n=72) comparou laser CO2 fracionado, promestriene tópico e lubrificante isolado: em 14 semanas o grupo laser teve o melhor Índice de Saúde Vaginal (18,68 vs 15,11 do promestriene e 10,44 do lubrificante; p<0,001) e melhor maturação vaginal, mas não houve diferença no escore total de função sexual (FSFI) entre os três grupos, e o seguimento foi de curto prazo (14 semanas), sem braço sham.[6]
Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2023 reuniu 7 ensaios clínicos randomizados controlados por sham/placebo (407 mulheres) comparando laser CO2 diretamente contra procedimento simulado. A metanálise não encontrou diferença significativa entre laser e sham na maioria dos parâmetros, o que não comprova equivalência — FSFI, EVA para dispareunia, Índice de Saúde Vaginal, pH e satisfação — com vantagem significativa do laser apenas na escala de avaliação dos sintomas mais incômodos de GSM. Os próprios autores classificam a tecnologia como "alternativa promissora" que ainda depende de RCTs bem desenhados para validar segurança e eficácia amplas.[8]
Os 407 participantes da revisão não integram todas as comparações: a análise de FSFI reuniu 206 mulheres e a escala de sintomas de GSM, 164. Algumas diferenças apareceram apenas após excluir estudos nas análises de sensibilidade, mostrando dependência da composição da síntese. Os acompanhamentos variaram de três a 12 meses; apenas quatro estudos forneceram dados de eventos adversos. A ausência de eventos graves registrados nesse conjunto não demonstra ausência de riscos raros ou tardios. Protocolos e populações foram heterogêneos.[8]
A posição NAMS de 2020 considerava insuficientes os ensaios controlados por placebo para formular recomendações de eficácia e segurança das tecnologias de energia[3]
Atualização de 2025: a diretriz AUA/SUFU/AUGS orienta informar que a evidência não sustenta o uso de CO2, Er:YAG ou radiofrequência para os desfechos de GSM avaliados. Ela admite considerar CO2 em situações selecionadas por decisão compartilhada, como opinião de especialistas, com informação de que o uso fora de ensaios é experimental. Isso não equivale a eficácia estabelecida nem a registro regulatório brasileiro.[13]
7. Radiofrequência Vaginal: Evidência Ainda Mais Limitada
Evidência Limitada — A radiofrequência vaginal (monopolar ou bipolar) propõe estimular colágeno por meio de aquecimento controlado do tecido, com racional semelhante ao laser, mas por mecanismo térmico distinto (não ablativo). É uma tecnologia mais recente no contexto de GSM, com corpo de evidência clínica menor e menos maduro que o do laser CO2.
Uma revisão sistemática de métodos físicos (energia) para GSM incluiu 49 estudos e, destes, apenas 2 eram sobre radiofrequência — contra 37 de laser de CO2 e 10 de laser de Érbio. Esses números descrevem a revisão publicada em 2021, não o inventário atual de todos os estudos.[10] A radiofrequência permanece na mesma categoria de cautela do laser: poucos ensaios clínicos randomizados de boa qualidade, amostras pequenas, seguimento de curto prazo e ausência de comparações diretas robustas contra sham em todos os desfechos relevantes. A radiofrequência vaginal está sujeita ao mesmo alerta de segurança da FDA de 2018, que menciona explicitamente dispositivos de energia — incluindo radiofrequência — para "rejuvenescimento vaginal" e tratamento de sintomas menopausais.
8. Probióticos Vaginais: Evidência Emergente
Evidência Preliminar — Como a queda de estrogênio reduz o glicogênio disponível para os lactobacilos vaginais, elevando o pH e alterando o microbioma local, alguns estudos exploram a suplementação com Lactobacillus (produtos de higiene vaginal contendo probióticos, ou probióticos orais) como estratégia complementar para sintomas geniturinários da menopausa.
Um ensaio clínico randomizado piloto avaliou produtos de higiene feminina contendo Lactobacillus em mulheres pré e pós-menopausa, observando efeitos favoráveis sobre o microbioma vaginal e sintomas geniturinários em parte da amostra pós-menopausa (n=70, 4 semanas, mulheres saudáveis e sem diagnóstico formal de GSM, com grupo controle sem uso de produto e sem cegamento).[11] Trata-se, no entanto, de evidência preliminar: estudos pequenos, heterogêneos em formulação e desfecho, sem confirmação em ensaios de maior porte que permitam recomendação como terapia isolada e comprovada.
O ensaio testou conjuntos específicos de produtos de higiene em mulheres saudáveis, com apenas 35 participantes pós-menopausa e cinco controles nesse subgrupo. Não demonstra eficácia de probióticos orais, de qualquer cepa isolada ou de tratamento de infecção urinária recorrente. Seu resultado não basta para indicar um papel clínico estabelecido na GSM.[11]
9. Comparativo por Nível de Evidência
No celular, deslize a tabela para os lados para comparar as quatro colunas.
| Opção não-hormonal | Nível de evidência | Perfil de segurança | Observação |
|---|---|---|---|
| Hidratantes/lubrificantes | Opção inicial na posição NAMS 2020[3] | Tolerabilidade depende da formulação | Primeira linha para sintomas leves; Sintomas moderados ou intensos requerem avaliação ginecológica e escolha individual das opções |
| Ácido hialurônico intravaginal | Ensaio piloto | Sem eventos graves relacionados no estudo; seguimento curto | Não demonstra equivalência ao estrogênio[9] |
| Laser de CO2 fracionado | Preliminar/controversa | Alerta FDA 2018 | Sem superioridade robusta confirmada vs. sham/tópicos |
| Radiofrequência vaginal | Limitada | Alerta FDA 2018 | Menos estudada que o laser CO2 |
| Produtos de higiene com Lactobacillus | Piloto em mulheres saudáveis | Não extrapolar para outras formulações | Papel clínico na GSM não estabelecido[11] |
10. Quando Encaminhar para Avaliação Ginecológica
Este artigo trata de opções não-hormonais de manejo dos sintomas geniturinários. A escolha e prescrição de tratamentos farmacológicos (estrogênio vaginal, DHEA vaginal e ospemifeno oral) é decisão médica ginecológica e está fora do escopo de atuação da enfermagem estética. Os seguintes sinais exigem avaliação ginecológica antes de qualquer procedimento estético, hormonal ou não:
- Sangramento vaginal anormal, especialmente após a menopausa — sempre sinal de alerta que exige investigação médica prioritária
- Dor pélvica persistente ou de início recente
- Lesões visíveis, úlceras ou massas na região vulvovaginal
- Secreção vaginal com odor ou aspecto atípico, sugestiva de infecção
- Infecções urinárias de repetição não investigadas
- Ausência de resposta às medidas de primeira linha (hidratantes/lubrificantes) após uso regular por várias semanas
- Histórico oncológico relevante, para definição conjunta com oncologista sobre a segurança de cada opção
A escolha deve começar pelo diagnóstico e pela avaliação ginecológica quando necessária. Este artigo não oferece todos os tratamentos citados nem estabelece elegibilidade para procedimentos de energia a partir do sintoma de ressecamento.
11. Limitações da Evidência Disponível
- Comparações diretas de longo prazo (>1 ano) entre AH intravaginal e terapia hormonal, em amostras maiores que a do estudo piloto de 2024
- Padronização de protocolo (número de sessões, potência, intervalo) para laser CO2 e radiofrequência vaginal entre diferentes dispositivos e fabricantes
- Dados de segurança de longo prazo para dispositivos de energia vaginal, especialmente após múltiplos ciclos de tratamento
- Ensaios de maior porte confirmando o sinal preliminar dos probióticos vaginais para sintomas geniturinários
Método e limites desta síntese: revisão narrativa de fontes selecionadas, atualizada em setembro de 2026; não houve nova busca sistemática exaustiva ou graduação GRADE independente. Recomendações de sociedades, resultados de ensaios e alertas regulatórios respondem a perguntas diferentes. Íntegras e resumos consultados são identificados no registro editorial, e resultados de revisões com estudos compartilhados não devem ser contados como confirmações independentes.
12. Perguntas Frequentes
O laser de CO2 vaginal é seguro e comprovadamente eficaz para ressecamento na menopausa?
Não deve ser apresentado como tratamento de eficácia e segurança estabelecidas para GSM. A diretriz AUA/SUFU/AUGS de 2025 distingue falta de suporte para uso nos desfechos avaliados de eventual consideração do CO2 em decisão compartilhada, com caráter experimental fora de ensaios. Consulte a seção de laser para os critérios e limites dessa orientação.[13]
Qual é a opção não-hormonal com mais evidência de segurança e eficácia?
Hidratantes e lubrificantes são opções iniciais para sintomas leves segundo a NAMS, mas este artigo não estabelece uma classificação universal de segurança entre produtos. O ensaio de AH de 2024 não encontrou diferença no VSQ em 12 semanas, sem comprovar equivalência ao estrogênio vaginal.[3][9]
Quem deve buscar opções não-hormonais em vez de terapia hormonal?
A escolha considera intensidade dos sintomas, preferência, resposta anterior e restrições individuais. Histórico de câncer de mama requer discussão com a equipe assistente: não é uma proibição automática de estrogênio vaginal em baixa dose. A decisão farmacológica depende de avaliação clínica individual.[14]
Quando o ressecamento vaginal exige avaliação ginecológica e não apenas cuidado estético?
Sangramento vaginal anormal (especialmente pós-menopausa), dor pélvica persistente, lesões, secreção atípica, infecções urinárias de repetição ou ausência de resposta às medidas de primeira linha exigem avaliação ginecológica antes de qualquer procedimento estético.
A radiofrequência vaginal tem a mesma evidência que o laser de CO2?
A quantidade e os desenhos dos estudos diferem. A revisão de 2021 incluiu apenas dois estudos de radiofrequência, um retrato histórico da literatura. A orientação de 2025 não estabelece eficácia da radiofrequência para os desfechos de GSM avaliados.[10][13]
13. Conclusão: Honestidade de Evidência Antes de Qualquer Indicação
O manejo depende da intensidade dos sintomas, do diagnóstico, da resposta anterior e das preferências individuais. Hidratantes e lubrificantes são opções iniciais reconhecidas para sintomas leves; isso não comprova vantagem de toda formulação sobre placebo. O ensaio piloto de AH não estabelece equivalência ao estrogênio vaginal.
Tecnologias de energia exigem uma discussão que incorpore as diretrizes mais recentes, os limites dos comparadores e a segurança de longo prazo. O alerta histórico de 2018 não substitui a conferência de cada produto, indicação e jurisdição. A decisão clínica deve evitar tanto promessas de benefício quanto contraindicações gerais que ignorem a avaliação individual.
Hidratação, ácido hialurônico intravaginal e medidas de conforto — e uma conversa honesta sobre o que a evidência ainda não sustenta em tecnologias de energia. Agende sua avaliação, com encaminhamento ginecológico quando necessário.
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