
Peeling Químico para Melasma: Tipos, Protocolo e Resultados
Peeling químico para melasma é uma das abordagens mais consolidadas no tratamento dessa condição — mas é também uma das mais mal aplicadas quando feita sem critério. Saber qual ácido usar, em qual concentração e com qual frequência faz toda a diferença entre um resultado expressivo e uma hiperpigmentação pós-inflamatória (que piora o quadro).
Neste artigo, explico como o peeling age no melasma, quais são as opções disponíveis, como montar um protocolo seguro e o que esperar de resultado.
Por Que o Peeling Funciona para Melasma
O melasma é uma hiperpigmentação cutânea crônica causada pelo excesso de produção de melanina pelos melanócitos, estimulada principalmente por radiação UV, hormônios e calor. O pigmento acumula nas camadas superficiais da pele (epidérmica) ou em camadas mais profundas (dérmica), o que determina a resposta ao tratamento.
O peeling químico age no melasma por dois mecanismos:
- Esfoliação das camadas pigmentadas — remove fisicamente as células carregadas de melanina, reduzindo o pigmento visível
- Renovação celular acelerada — estimula a produção de células novas, com menor carga de melanina, que substituem progressivamente as células hiperpigmentadas
A eficácia é maior para o melasma epidérmico (pigmento superficial). O melasma dérmico (pigmento profundo) responde de forma mais limitada ao peeling isolado e geralmente requer abordagem multimodal.
Quais Ácidos São Usados para Melasma
Ácido Glicólico (20–50%)
O alfa-hidroxiácido mais estudado para melasma. Promove esfoliação da epiderme, reduz a produção de melanina e aumenta a penetração de ativos clareadores. É geralmente o ácido de escolha para melasma em fototipos baixos a médios (I–III).
- Frequência: sessões a cada 2 a 4 semanas
- Número de sessões: 6 a 10 sessões para resultado expressivo
- Cuidado: aumentar concentração gradualmente para evitar hiperpigmentação pós-inflamatória
Ácido Mandélico (20–40%)
Ácido de grande molécula, com penetração mais lenta e uniforme, o que o torna mais seguro para fototipos mais altos (III–V). Tem ação clareadora e antibacteriana.
- Indicação ideal: melasma em peles morenas ou sensíveis
- Frequência: a cada 2 a 3 semanas
- Vantagem: menor risco de irritação e hiperpigmentação reativa
Ácido Azelaico (15–20%)
Age diretamente na produção de melanina, inibindo a tirosinase (enzima-chave da pigmentação). Pode ser usado tanto em peeling como em produto tópico.
TCA (Ácido Tricloroacético, 10–20%)
Penetra até a derme papilar. Indicado para melasma misto ou persistente que não respondeu a peelings superficiais. Exige maior cuidado técnico e preparo da pele.
- Atenção: TCA em fototipos altos (IV–VI) requer cautela extrema — risco aumentado de hiperpigmentação pós-inflamatória
Combinações
Protocolos combinados são frequentemente mais eficazes do que ácidos isolados:
- Fórmula de Jessner + TCA: combinação clássica para melasma misto
- Ácido glicólico + vitamina C + ácido tranexâmico: protocolo progressivo com menor risco de reação
- Ácido mandélico + ácido fítico: opção para fototipos mais altos com menor risco
Preparo da Pele: Fase Essencial
O preparo correto da pele nas semanas antes do peeling é fundamental para resultados seguros e duradouros:
- Ácido retinóico ou retinol: aumenta a sensibilidade da pele ao ácido, tornando o peeling mais eficaz
- Protetor solar FPS 50+ com cor: reduz o estímulo solar durante o período de tratamento
- Ativos clareadores: vitamina C, ácido tranexâmico ou hidroquinona (quando indicados) potencializam o resultado
- Hidratação: pele hidratada responde melhor ao peeling e tem menos riscos de hiperpigmentação reativa
Iniciar o preparo 2 a 4 semanas antes da primeira sessão é a prática padrão.
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| Tipo de Peeling | Sessões | Frequência | Resultado inicial |
|---|---|---|---|
| Superficial (glicólico/mandélico) | 6–10 | 2–4 semanas | 6–8 semanas |
| Médio (TCA 15–25%) | 2–4 | 4–8 semanas | 4–6 semanas |
| Combinado | 6–8 | 2–4 semanas | 4–8 semanas |
O resultado do peeling para melasma é progressivo e cumulativo. A manutenção com sessões periódicas após o protocolo inicial é fundamental para evitar recidiva.
Limites do Peeling para Melasma
O peeling não é suficiente como abordagem isolada na maioria dos casos de melasma moderado a grave. Suas limitações incluem:
- Não age no componente dérmico — o pigmento em camadas profundas não é alcançado por peelings superficiais
- Risco de hiperpigmentação pós-inflamatória — se feito na concentração errada, no fototipo errado ou sem preparo adequado, pode piorar o quadro
- Resultado temporário sem rotina de manutenção — sem fotoproteção rigorosa e skincare adequado, a recidiva é rápida
Por isso, o peeling para melasma é mais eficaz como parte de um protocolo multimodal, combinado com outros tratamentos.
Abordagem Multimodal: Como o Peeling Se Encaixa
A abordagem mais eficaz para melasma combina:
- Peeling químico: esfoliação das camadas pigmentadas e renovação celular
- Microagulhamento com drug delivery: infusão de ativos clareadores nas camadas profundas
- Skinbooster: fortalecimento da barreira cutânea e hidratação profunda
- Laser (Lavieen ou CO2 fracionado): indicado em momentos estratégicos do protocolo para melasmas mais resistentes
- Skincare domiciliar: protetor solar FPS 50+, vitamina C, ácido tranexâmico — sem isso, qualquer resultado é comprometido
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Perguntas Frequentes
Peeling pode piorar o melasma?
Sim, se feito incorretamente. Concentrações muito altas, preparo inadequado da pele, uso em fototipos altos sem precaução ou exposição solar logo após o peeling podem causar hiperpigmentação pós-inflamatória. O risco é significativamente menor com profissional experiente e protocolo correto.
Posso fazer peeling no verão?
Os peelings mais leves (superficiais) podem ser realizados no verão com fotoproteção rigorosa. Peelings médios e profundos geralmente são evitados nos meses de maior intensidade solar. A decisão é individualizada.
Quanto tempo dura o resultado do peeling para melasma?
O resultado do peeling sozinho é transitório — meses a um ano, dependendo da exposição solar e dos cuidados de manutenção. Com rotina de fotoproteção rigorosa e sessões de manutenção periódicas, o controle do melasma pode ser muito duradouro.
Peeling dói?
Os peelings superficiais causam ardência e formigamento durante a aplicação — desconforto leve a moderado que some rapidamente. Peelings mais profundos têm maior intensidade de sensação durante e após o procedimento.
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Talita Almeida
Enfermeira Esteta · COREN-SP
Especialista em harmonização facial e corporal, com foco em resultados naturais e seguros. Atende em Moema, São Paulo.
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