Avaliação do sulco nasolabial com análise do suporte malar e vetores de reposicionamento facial
Nem todo sulco nasolabial deve ser preenchido diretamente: perda de suporte malar e descida do terço médio podem exigir reposicionamento antes de refinar a linha.
Resposta Rápida

Qual a melhor técnica para tratar bigode chinês?

A abordagem moderna é reposicionar volumes malares (zigomático e geniana média) ao invés de preencher diretamente o sulco. Preencher o bigode chinês isoladamente costuma achatar a face e criar aspecto pesado. Bioestimuladores em altos pontos (Sculptra/Radiesse no zigomático) ou ácido hialurônico em técnica MD Codes elevam tecidos e desfazem a sombra do sulco. Para sulcos profundos, complementar com HA de baixa coesividade no próprio sulco.

Principais Achados Científicos
  • Reposicionamento malar > preenchimento direto na maioria dos casos
  • MD Codes (de Maio): técnica baseada em vetores de elevação
  • Bioestimulador zigomático eleva e melhora 30-60% do sulco
  • HA direto no sulco: indicado apenas para déficit residual após elevação
  • Fios PDO de tração: complementam em ptose tecidual significativa
  • Volume típico: 1.5-3 mL HA por lado em técnica completa

1. Anatomia do Sulco Nasolabial

Face em perfil com overlay discreto mostrando sulco nasolabial e suporte malar
O sulco nasolabial frequentemente reflete perda de suporte do terço médio, não apenas uma linha a ser preenchida diretamente.

O sulco nasolabial é uma estrutura anatômica natural que se aprofunda com a idade pela combinação de: perda de gordura malar profunda (deep medial fat compartment), atrofia óssea zigomática, ptose dos tecidos perorbitais e perda de elasticidade dérmica. Tratá-lo apenas como linha a ser preenchida ignora a causa multifatorial e produz resultados artificiais.

1.1 Compartimentos de gordura facial

Rohrich e Pessa descreveram, em estudo anatômico clássico (PMID 17519724), que a face não tem uma camada única de gordura subcutânea, mas múltiplos compartimentos delimitados por septos fibrosos. Os mais relevantes para o sulco nasolabial são: compartimento malar superficial (lateral ao sulco), compartimento jugal médio, compartimento nasolabial (medial ao sulco, projeção do malar) e o compartimento gorduroso medial profundo (deep medial cheek fat — DMCF, descrito por Pessa, PMID 18520902). O DMCF é o "pilar" volumétrico interno que sustenta o terço médio. Sua atrofia com a idade gera o aprofundamento do sulco mesmo quando a pele ainda tem boa qualidade.

1.2 Anatomia vascular — artéria angular e facial

O conhecimento exato do trajeto vascular é o que separa preenchimento seguro de necrose ou cegueira. A artéria facial emerge sob o bordo mandibular, sobe oblíqua em direção ao canto medial do olho e, ao cruzar a linha do sulco nasolabial, transforma-se em artéria angular, que se anastomosa com a artéria dorsal nasal (ramo da oftálmica). Essa anastomose é a via potencial para embolização retrógrada até a retina em caso de injeção intra-arterial.

Gelezhe, Cotofana e cols. (PMID 32504489) avaliaram 300 sulcos nasolabiais por imagem 3D e demonstraram dois achados que mudaram a prática: (1) a artéria angular não corre estritamente subdérmica sob o sulco, mas em profundidade variável; (2) em 100% dos casos, ela está lateral à linha do sulco (ou seja, do lado da bochecha, não do lado nasal). Profundidades médias: 21,6 mm na altura da comissura oral e 8,9 mm na asa nasal. Implicação clínica: injeção medial ao sulco (do lado nasal, supraperiosteal sobre a maxila) é o vetor mais seguro; injeção lateral, principalmente em plano subcutâneo médio, atinge a zona de maior risco vascular.

1.3 Planos de injeção

  • Supraperiosteal (deep) — agulha tocando o periósteo da maxila/zigomático. Plano avascular relativo, ideal para bolus de suporte estrutural (efeito pilar). Risco vascular menor; resposta volumétrica eficiente.
  • Subcutâneo profundo (sobre o SMAS) — plano dos compartimentos de gordura. Útil para reposicionamento com cânula. Risco intermediário — exige conhecimento de septos.
  • Subdérmico — logo abaixo da derme. Reservado para refinamento superficial do sulco residual com HA de baixa coesividade. Risco de Tyndall se produto de alto G' ou se injetado intradérmico por engano.

O sulco nasolabial é uma das chamadas danger zones faciais junto com glabela, nariz e região temporal — não pelo plano em si, mas pela rede anastomótica densa entre angular, facial transversa e oftálmica. Khan, DeLorenzi e cols. (PMID 27530765) reforçam, em estudo da artéria supratroclear, que toda injeção facial deve ser planejada em três dimensões, não apenas em superfície.

2. Técnicas Atuais

TécnicaMecanismoIndicação
Reposicionamento malar (HA)Vetor de elevação zigomáticoSulco moderado + ptose malar
Bioestimulador zigomáticoVolume + colágenoAtrofia óssea/gordura
HA direto sulco baixa coesãoPreenchimento residualSulco profundo após elevação
Fios PDO de traçãoSustentação mecânicaPtose com pele excedente
MD Codes (técnica vetorial)Combinação de pontosCaso global rosto

3. Protocolo Recomendado

  • Avaliação 3D — fotos frontal, perfil e oblíquo + análise vetorial
  • Etapa 1: bioestimulador zigomático e geniana média (Sculptra ou Radiesse)
  • Etapa 2 (60d depois): avaliar resíduo do sulco — preencher se necessário
  • Etapa 3 (manutenção): toxina botulínica em DAO se houver hipertrofia
Erro comum: preencher o sulco nasolabial com grande volume de HA sem corrigir o suporte malar — gera face 'achatada' e progressão da ptose.

4. MD Codes — A Filosofia de Mauricio de Maio

Mauricio de Maio, cirurgião plástico brasileiro reconhecido internacionalmente, desenvolveu o sistema MD Codes™ — uma metodologia padronizada de pontos vetoriais para harmonização facial. Cada código (Ck1-Ck5, NL1-NL3, etc.) corresponde a um ponto anatômico específico com função vetorial conhecida (elevação, sustentação, projeção).

Para o sulco nasolabial, os pontos críticos são: Ck1-Ck2 (alta região zigomática — elevação malar), Ck3-Ck4 (geniana média — sustentação), NL1-NL3 (bordas do sulco propriamente dito — apenas se necessário após elevação). A ordem importa: tratar primeiro o suporte (elevação) reduz necessidade de preenchimento direto do sulco.

5. Comparativo de Técnicas

Comparação realista entre preenchimento direto do sulco nasolabial e suporte malar
Preencher diretamente o sulco pode ajudar em casos leves; quando há ptose de médio-face, suporte malar costuma tratar melhor a causa estrutural.
TécnicaFocoResultadoRisco
Preenchimento direto sulcoLinha do sulcoAtenuação 30-50% (achatado)Aspecto pesado, achatamento facial
Reposicionamento malar (HA)Vetor zigomáticoMelhora 50-70% sulco indiretamenteMigração do produto
Bioestimulador zigomático (PLLA)Volume + firmeza progressivosMelhora 60-80% sulco em 90 diasResultado lento
Combinação MD CodesVetor completo70-90% melhora globalComplexidade técnica
Fios PDO + HASustentação mecânicaMelhora vetorial moderadaRisco de migração de fios

5.1 Técnicas de Injeção — Bolus, Fanning, Cânula vs Agulha, Vetor

"Preencher sulco nasolabial" não é uma técnica — é um conjunto de decisões: que plano, que dispositivo, que padrão de deposição. As escolhas determinam tanto resultado estético quanto risco vascular.

5.1.1 Bolus profundo supraperiosteal (efeito pilar)

Agulha 27G ou 30G inserida perpendicular à pele até tocar o periósteo do corpo do zigomático ou do bordo piriforme da maxila, com aspiração negativa antes do depósito. Volumes pequenos (0,1–0,3 mL por ponto) de HA com alto G' (Voluma, Lyft, Ultra Deep) criam uma "coluna" estrutural que reposiciona toda a coxim malar superior. É o plano de menor risco vascular e o de maior eficiência por mililitro para corrigir o sulco indiretamente. Base científica: filosofia MD Codes de Maio (PMIDs 32445044, 32623790).

5.1.2 Fanning superficial subdérmico

Agulha entrando pelo bordo do sulco e abrindo "leque" de microinjeções lineares na derme profunda, com HA de baixa coesividade. Útil apenas para sulco residual após elevação. Indicação restrita; risco de Tyndall e migração se mal dosado.

5.1.3 Cânula 25G vs Agulha 30G — quando usar cada

CritérioCânula 25G/22GAgulha 27G/30G
Risco vascularMenor (ponta romba desloca vasos)Maior (corta vaso)
Precisão de profundidadeBoa, depende de tatoExcelente (sente o periósteo)
Dor / equimoseMenoresMaiores
IndicaçãoReposicionamento subcutâneo, fanning amploBolus supraperiosteal, pontos MD Codes precisos
Acesso1–2 pontos de entrada cobrem área grandeMúltiplas punções

Recomendação prática: cânula para volume distribuído subcutâneo (Ck3, Ck4, geniana média), agulha para bolus supraperiosteal de suporte (Ck1, Ck2). Estudos comparativos mostram redução significativa de eventos vasculares com cânula em zonas de alto risco, mas a agulha continua superior para depósitos pontuais profundos.

5.1.4 Vetor lift e mid-face lift via MD Codes

O conceito de vetor (de Maio, PMIDs 32445044 e 33977669) é depositar produto em pontos cuja somatória de forças tridimensionais eleva e reposiciona estruturas adjacentes. Para o sulco nasolabial, a sequência clássica é: Ck1 (pico zigomático) → eleva todo o coxim malar; Ck2 (anterior ao Ck1) → projeção; Ck3 (geniana média) → preenche depressão paranasal lateral; Ck4 (lateral inferior) → suporte sobre o ramo mandibular. Com 1,5–2,5 mL/lado bem distribuídos nesses 4 pontos, 50–70% dos sulcos moderados melhoram sem qualquer toque na linha do bigode chinês.

5.2 Comparativo de Marcas de AH para Sulco Nasolabial e Suporte Malar

A escolha do produto não é detalhe técnico secundário — é o que define se o resultado vai sustentar elevação ou apenas preencher uma linha. As três variáveis críticas são G' (módulo elástico), coesividade e concentração + crosslinking. Fundarò et al. (PMID 36142430) revisaram a reologia de fillers HA e suas implicações clínicas; Salti & Fundarò (PMID 32722003) detalharam tecnologias de reticulação.

ProdutoG' (Pa)CoesividadeIndicação no planoLongevidade
Juvéderm Voluma (Vycross)~270AltaBolus supraperiosteal Ck1/Ck218–24 meses
Restylane Lyft (NASHA)~440Média-altaBolus supraperiosteal, projeção12–18 meses
Belotero Volume (CPM)~120AltaSubcutâneo profundo, distribuição12–18 meses
Teosyal Ultra Deep (RHA-like)~340AltaBolus profundo, suporte zigomático12–18 meses
Princess Volume Plus~280MédiaReposicionamento subcutâneo9–12 meses
Juvéderm Volift / Restylane Defyne~260 / ~320MédiaSulco residual subdérmico (retroinjeção)9–12 meses
Belotero Balance / Restylane Vitalbaixo (<100)BaixaRefino superficial — risco de Tyndall se mal alocado6–9 meses

Valores de G' são aproximados, variam por método de medição e lote. Use como ordem relativa, não como número absoluto.

Regra prática: alto G' onde precisa de projeção e suporte (osso); médio G' para distribuição de volume em compartimentos de gordura; baixo G' apenas para linha residual superficial.

5.3 Técnicas Alternativas e Complementares

5.3.1 Fios PDO de tração para reposicionamento mid-face

Em pacientes com ptose tecidual moderada e pele excedente, fios PDO com cones ou farpas podem reposicionar o coxim malar mecanicamente, complementando — não substituindo — o suporte volumétrico. Resultado típico: ganho vetorial de 2–4 mm por 8–12 meses. Detalhes em nossa revisão de fios PDO.

5.3.2 Bioestimuladores (PLLA, CaHA) para neocolagênese estrutural

Sculptra (PLLA) e Radiesse (CaHA) atuam estimulando neocolagênese ao longo de 60–180 dias. Vleggaar (PMID 24719078) demonstrou recontorno facial sustentado com PLLA. Para sulco nasolabial, a aplicação é zigomática/geniana — não dentro do sulco. Vantagem: melhora textura e firmeza além de volume; longevidade 18–24 meses. Desvantagem: efeito gradual (não imediato) e necessidade de massagem pós-aplicação. Comparativo detalhado em PLLA vs CaHA.

5.3.3 HIFU/Ultraformer no SMAS

HIFU (Ultraformer III/MPT, HiPRO) entrega energia focalizada a 4,5 mm (SMAS), 3,0 mm (derme profunda) e 1,5 mm (derme superficial), gerando pontos coagulativos que contraem fibras de colágeno e estimulam neocolagênese. Para sulco nasolabial, não age na linha em si, mas tensiona o SMAS lateral, reduzindo a "queda" malar que aprofunda o sulco. Resultado em 60–90 dias; efeito 12–18 meses. Excelente como manutenção entre ciclos de bioestimulador.

5.3.4 Toxina botulínica em musculatura adjacente

Pequenas doses de toxina botulínica no levantador do lábio superior e da asa nasal (LLSAN) e no depressor do ângulo da boca (DAO) podem reduzir tração dinâmica que acentua o sulco em sorriso. Não substitui correção volumétrica, mas refina o resultado. Doses típicas: 1–2 U LLSAN por lado, 4–6 U DAO por lado.

5.4 Complicações e Manejo

Corte anatômico realista do sulco nasolabial com artéria facial e angular para segurança vascular
A região do sulco tem relação com a artéria facial/angular. Volumes pequenos, plano correto e técnica conservadora reduzem risco de oclusão vascular.

5.4.1 Migração do produto

HA com baixa coesividade injetado superficialmente pode migrar para fora do sulco com a movimentação muscular, criando "rolinho" visível. Manejo: hialuronidase em microdoses (15–30 UI por ponto) para dissolver e refazer com produto mais coesivo no plano correto.

5.4.2 Efeito Tyndall

Coloração azulada visível através da pele, causada por dispersão de luz em gel de HA injetado intradérmico ou subdérmico muito superficial. Mais comum com produtos de alto G' colocados no plano errado. Manejo: hialuronidase localizada, 5–15 UI por ponto, repetir em 14 dias se necessário.

5.4.3 Oclusão da artéria angular — emergência

Sinais imediatos: dor desproporcional ao procedimento, palidez (blanching) seguida de livedo reticular violáceo no território da angular (asa nasal, dorso, pálpebra inferior). DeLorenzi (PMIDs 24692598, 26441099) e Khan & DeLorenzi (PMID 27530765) padronizaram o manejo: parar imediatamente, calor local, massagem vigorosa, e hialuronidase em alta dose (protocolos modernos: 500–1500 UI inundando todo o território isquêmico, repetir a cada 60–90 minutos até resolução do livedo). Murray e cols. consolidaram diretrizes em "Guideline for the Safe Use of Hyaluronidase" (PMID 34840662) e revisão atualizada (PMID 38231537). Risco maior: embolização retrógrada da angular → oftálmica → artéria central da retina = cegueira irreversível em minutos. Por isso toda injeção em sulco nasolabial deve ser precedida de aspiração negativa, feita lenta e em pequenos volumes.

5.4.4 Edema persistente, granulomas, biofilme

Edema > 14 dias merece investigação. Granulomas tardios (semanas a meses) podem demandar corticoide intralesional + hialuronidase. Suspeita de biofilme: antibioticoterapia (claritromicina 500 mg 12/12h por 14 dias) antes de hialuronidase, para evitar dispersão bacteriana.

Estoque obrigatório em consultório: hialuronidase (mínimo 3000 UI), seringas de insulina, aspirina 100 mg, e protocolo escrito de manejo de oclusão vascular afixado próximo à mesa de procedimento. Tempo é tecido.

5.5 Outcomes — Como Medir Resultado de Forma Honesta

Resultado em estética não é "antes e depois bonito" — é mensurável. Três escalas validadas dominam a literatura:

  • WSRS (Wrinkle Severity Rating Scale) — escala 1–5 específica para sulco nasolabial. Validada e usada em todos os ensaios pivotais de aprovação FDA de fillers HA. Redução média esperada com técnica de reposicionamento + sulco residual: 1,5–2,0 pontos em 30 dias.
  • GAIS (Global Aesthetic Improvement Scale) — escala 5 pontos avaliada por investigador e paciente independentemente. "Improved" ou "Much improved" em 80–95% aos 90 dias é o padrão dos estudos modernos.
  • FACE-Q — questionário de qualidade de vida específico para estética facial. Módulos relevantes aqui: "Satisfaction with Cheeks", "Satisfaction with Lower Face", "Appraisal of Lines — Nasolabial Folds". Mede o que importa: percepção subjetiva do paciente.

Recomendação: documentar com fotos padronizadas (mesma luz, ângulo, distância focal) e aplicar pelo menos uma escala validada. "Antes/depois" sem padronização não é evidência — é marketing.

6. Quando o Sulco Não Responde Bem

  • Sulco muito profundo desde a juventude: componente anatômico hereditário, exige correção volumétrica significativa
  • Pacientes pós-emagrecimento massivo: excesso de pele que apenas preenchimento não resolve
  • Bigode chinês unilateral assimétrico: avaliação para componente neuromuscular (paralisia facial sutil)
  • Recidiva precoce em pacientes muito magros: pouca gordura facial para mascarar mudanças volumétricas

7. Análise de Custo-Benefício

Para tratamento do sulco nasolabial (MD Codes, reposicionamento malar) em sulco nasolabial e malar, a análise de custo-benefício honesta envolve quatro dimensões: investimento inicial, durabilidade do resultado, sessões necessárias e comparação com alternativas. Decisão informada exige números reais, não promessas comerciais.

  • Investimento típico: R$ 1.500-4.500 por sessão
  • Durabilidade média: Bioestimuladores 18-24 meses; HA 12 meses
  • Sessões necessárias: 1-2 sessões com avaliação em 60 dias
  • Comparação relevante: Reposicionamento malar via bioestimulador é mais econômico a longo prazo que múltiplos preenchimentos diretos do sulco
  • Custo por ano de resultado: calcular dividindo investimento total pela durabilidade — métrica mais útil que valor de sessão isolado
  • Manutenção considerada: incluir no planejamento financeiro de longo prazo

8. Tendências 2024-2026 e Direção Futura

MD Codes (de Maio) virou padrão internacional. Tendência 2024-2026: harmonização vetorial completa em vez de tratamento isolado de áreas — paciente passa por avaliação 3D antes de qualquer aplicação. Bioestimuladores hiperdiluídos para zona zigomática vão ser primeiro passo padrão antes de qualquer preenchimento.

Para o paciente, o que muda é a precisão diagnóstica antes do procedimento — protocolos cada vez mais personalizados em vez de aplicação uniforme. A próxima fronteira é integração de IA na análise de imagens e biomarcadores teciduais que objetivam resultados clínicos.

9. Acompanhamento Multidisciplinar

Para tratamento do sulco nasolabial (MD Codes, reposicionamento malar), a abordagem multidisciplinar entrega o melhor resultado. Profissionais relevantes nesse caso específico:

  • Estética avançada: aplicação técnica vetorial
  • Cirurgia plástica: avaliação em casos onde reposicionamento sozinho não basta
  • Cosmetologia: peelings preparatórios e manutenção tópica
  • Fisioterapia facial / dermatofuncional: ginástica facial e manutenção pós-procedimento
  • Psicologia: avaliação de expectativas em pacientes com dismorfia

10. Considerações Específicas para o Paciente Brasileiro

Brasileiras frequentemente apresentam sulco nasolabial precoce (< 35 anos) por componente genético + dieta + fotoenvelhecimento. Cultura estética brasileira valoriza face mais voluptuosa — diferentemente do padrão minimalista europeu. MD Codes adaptados ao biotipo brasileiro frequentemente usam volumes maiores em zigomáticos com preservação de áreas centrais.

A escolha de protocolos sempre deve considerar produtos com registro Anvisa, profissionais habilitados pelos respectivos conselhos (COREN, CRM, CRBM, CRF) e adequação cultural ao biotipo brasileiro.

11. Etapas do Procedimento na Clínica

Para tratamento do sulco nasolabial (MD Codes, reposicionamento malar), o protocolo na Clínica Talita Almeida segue passos estruturados para garantir resultado e segurança. Cada etapa é documentada e o paciente recebe orientações escritas pré e pós-procedimento.

  1. Avaliação 3D vetorial: Foto frontal, perfil, oblíquo. Análise dos compartimentos malar, geniana, pré-jowl.
  2. Etapa 1 — Reposicionamento malar: Bioestimulador zigomático (PLLA ou CaHA) ou HA em pontos altos via MD Codes Ck1-Ck4.
  3. Etapa 2 (60d depois) — Avaliação residual: Reavaliar sulco. Em muitos casos, a elevação resolve 50-70% sem preencher diretamente.
  4. Etapa 3 — HA no sulco (se necessário): HA Defyne ou Volift 0.5-1 mL/lado em retroinjeção.
  5. Etapa 4 — Toxina DAO (se hipertrofia): 4-6U/lado se houver puxar do canto labial.
  6. Manutenção: Bioestimulador 18-24 meses, HA 12 meses, toxina trimestral/semestral.

12. Perguntas Frequentes

Bigode chinês precisa preencher?

Nem sempre. Reposicionar o volume malar com bioestimulador ou HA em pontos altos costuma melhorar o sulco sem preencher diretamente. Preencher só o sulco frequentemente piora o aspecto global.

Quanto tempo dura o resultado?

Bioestimuladores: 18-24 meses. HA convencional: 12 meses. Combinação: melhor durabilidade global.

Quanto custa o tratamento de bigode chinês?

Depende da técnica. Faixa em /precos. Bioestimuladores R$ 2.500-4.500/sessão. HA R$ 1.500-2.800/seringa.

Posso usar fios PDO no bigode chinês?

Sim, em casos de ptose tecidual com pele em excesso. Funcionam como complemento ao bioestimulador, não como tratamento isolado.

Onde tratar bigode chinês em Moema?

Na Clínica Talita Almeida, Av. Jandira 295 — Moema. Avaliação 3D com Dra. Talita Almeida (COREN-SP 426.907).

Avaliação personalizada na Clínica Talita Almeida

Av. Jandira, 295 — Moema, São Paulo. Dra. Talita Almeida (Enfermeira Esteta, COREN-SP 426.907).

Referências Científicas

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Aviso importante: Este artigo tem finalidade informativa e educacional. Os resultados apresentados são baseados em médias de estudos clínicos e podem variar. Consulte um profissional qualificado antes de iniciar qualquer procedimento.
TA
Talita Almeida
Enfermeira Estética — COREN-SP 426.907 · ORCID 0009-0003-6199-1872
Revisão técnica: Dr. Alessandro Borges Alla — Médico · CRM-SP 118.136 · ORCID 0009-0003-0621-4755
Especialista em procedimentos estéticos minimamente invasivos baseados em evidência. Clínica em Moema, São Paulo.